“Sexualidade, media e juventude”

8 02 2009

A área temática “Sexualidade, media e juventude” foi abordada sob diferentes pontos de vista, de acordo com estudos realizados pelos convidados. A investigação de Zara Pinto Coelho e Silvana Mota-Ribeiro, da Universidade do Minho, incidiu numa “compreensão discursiva e visual dos anúncios para mulheres” . Existe uma diferença  entre aquilo que é mostrado nas imagens e o modo como elas convidam o visionador a participar no mundo representado. Foi dado o exemplo das revistas femininas, onde quem olha são as mulheres e não os homens,  em que “é fundamental compreender como as visionadoras são convidadas a olhar para as mulheres representadas. Interrogamos se a imagem pede algo à visionadora ou se lhe oferece algo”, referem as autoras. É importante perceber o modo como as pessoas são posicionadas nas imagens. Quando se olha para a mulher na foto, o que importa é o que ela tenta transmitir. As fotos, os olhares, são feitos a pensar no público-alvo. As investigadoras analisaram, portanto, que tipos de discursos estão presentes nas imagens. Como disse Zara Coelho: “o sentido resulta da interacção”, ou seja, entre o que está a produzir para a imagem e para quem.

A intervenção de Cristina Pereira Vieira, docente da Universidade Aberta, foi direccionada para as “construções reflexivas da sexualidade dos/das jovens”. Os grupos menos escolarizados são os que iniciam a sua vida sexual mais cedo. Para os rapazes, a virgindade não tem tanta importância como para as raparigas. Depois da primeira experiência sexual os rapazes procuram outras parceiras e novas aventuras, enquanto que as raparigas pensam numa relação séria. O maior medo nos jovens adolescentes é o da gravidez.

A última intervenção coube a Sara Magalhães (IEP-UM), que realizou juntamente com  Luisa Saavedra e Conceição Nogueira,  um estudo sobre “Fama e imagem corporal: idealização do feminino numa revista para raparigas adolescentes”. Foi realçada a influência inegável dos media em relação aos mais jovens. Estes seguem atentamente revistas de adolescentes que abordam os temas que mais interesse causam. O tempo excessivo que passam junto dos meios de comunicação acaba por fazer com que influencie a formação da personalidade destes, o que nem sempre é positivo. “É urgente desconstruir conceitos e consciencializar os jovens”, afirmou Sara Magalhães.

Texto: Elsa Moura

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